Vamos num Cruzeiro?

19.11.2019 | Artigos | 0 comments

O primeiro navio construído com o intuito de transportar passageiros remonta a 1900. Era o “Prinzessin Victoria Luise”, assim apelidado como homenagem a uma das filhas do imperador Guilherme II. Tinha uma dupla função: transatlântico de passageiros e navio turístico. Foi construído pelos estaleiros hamburgeses da empresa Blohm und Voss, para a companhia Hamburq-Amerika Linie.

Este navio era composto por 120 camarotes de 1ª classe, biblioteca, salões de fumo, ginásio e outros apetrechos deveras inovadores para o seu tempo. A sua viagem inaugural deu-se em Janeiro de 1901, entre Hamburgo e Nova Iorque. O primeiro passeio turístico que fez foi às Caraíbas e foi, maioritariamente, neste âmbito que foi mais utilizado. Infelizmente, em 1906, chocou com a costa da Jamaica, de onde só já saiu em peças, pois foi considerado inutilizável. 

O mais conhecido de todos os tempos, infelizmente pelos piores motivos, é mesmo o Titanic, que foi lançado ao mar em 1911.  De origem britânica, operado pela White Star Line e construído pelos estaleiros da Harland and Wolff em Belfast, prometia ser o mais luxuoso e o mais seguro de sempre. Teoricamente era inafundável, mas não foi precisa mais do que uma viagem para provar o contrário. Ao chocar contra um iceberg, o barco afundou e com ele levou mais de 1500 almas.

O mar foi sendo, no entanto, cada vez menos assustador. Os cruzeiros continuaram a ser usados e a popularizar-se como forma de viajar por lazer. Foram sendo acrescentados mais atrativos e mais facilidades nos barcos, de modo a tornar a viagem mais segura e a experiência mais surpreendente. Falo-vos de suites deslumbrantes, restaurantes requintados, espetáculos atrativos, piscinas, campos de golfe e um serviço de excelência. Os preços sempre muito proibitivos e apenas acessíveis à “alta sociedade”.

No final do século XX, com o aumento e a diversificação das rotas marítimas, com a liberalização das viagens e com a melhoria das condições de vida, a procura começou a aumentar e, felizmente, os preços a descer. De repente, fazer um cruzeiro era mais acessível e o preço já nem pagava todo o luxo de que o público usufruía.

Continuou-se a construir cada vez mais, cada vez melhor e hoje os navios de férias têm tudo o que pode imaginar: salas de congressos, cabeleireiros, spas, campos de golfe, casinos, cinemas, parques aquáticos, ginásios, teatros, restaurantes de todas as qualidades e feitios, bares, pistas de karts, parques infantis, enfim, são verdadeiras cidades flutuantes! Impactam pelo esplendor e pela imponência. 

Atualmente, o maior cruzeiro do mundo é o “Symphony of the Seas”, um transatlântico que foi construído em Saint-Nazaire, França, durante 36 meses. Tem quase 300.000 toneladas! Este navio pertence à Royal Caribbean International, uma empresa de cruzeiros de origem norueguesa, que faz parte do grupo Royal Caribbean Cruises. Os seus navios estão entre os maiores e os mais luxuosos do mundo.

Além do requinte e da sumptuosidade característicos dos cruzeiros, a grande vantagem destas viagens é a possibilidade de conhecer vários destinos de uma vez só e em sistema de “tudo incluído”.

Os acidentes registados em navios de passageiros são muito pouco comuns e a verdade é que, com o aumento da procura, a segurança aumentou bastante.

Os cruzeiros são, então, uma óptima opção para quem quer conhecer, desfrutar e conviver. Viajar e encontrar uma experiência diferente, cómoda, segura, luxuosa e com uma relação qualidade-preço muito justa.

Preparado para balançar o esqueleto durante uns dias?

E você, já fez algum cruzeiro?

Está a pensar fazer?

Conte-me tudo, vou gostar de saber! 

Cátia Rodrigues

Cátia Rodrigues

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